O presidente da Comissão de Coordenação de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) defende que um tráfego anual acima dos 600 mil contentores no Terminal de Alcântara justificaria a construção de um novo terminal na margem sul, na Trafaria.
“Duvido das previsões que apontam para um tráfego acima dos 600 mil TEU's/ano [contentores] e que vão até ao milhão. Quando se chegar aos 600 mil/ano ano é na margem sul que se deve fazer o esforço com um novo terminal”, afirmou Fonseca Ferreira, sublinhando que “a zona da Trafaria até tem melhores fundos”.
Quando questionado sobre a proposta de expansão para o Terminal de Contentores de Alcântara e o contrato com a Liscont, o responsável respondeu: “Sobre essa matéria as entidades competentes irão por certo pronunciar-se. Eu duvido de uma expansão que vá além dos 600 mil TEU's/ano.”
Fonseca Ferreira Falava durante a apresentação à imprensa da proposta preliminar de Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML), que defende a instalação de um novo terminal de contentores na margem sul, projecto que os técnicos consideram ter que ser pensado “em conjunto com outras infra-estruturas de protecção do estuário do Tejo”.
A proposta de PROTAML realça ainda a importância da ligação deste novo terminal à plataforma logística, “onde se cruzaria com a linha de Sines, partindo daqui a ligação ferroviária à Europa para mercadorias”.
Na área dos portos, as metas para 2020 do PROTAML apontam para um aumento médio anual de três por cento da mercadoria movimentada no conjunto dos portos.
A versão do PROTAML hoje apresentada defende igualmente a transformação da actual Doca de Pedrouços numa marina para mega-iates e veleiros.
PROPOSTA DE GESTÃO CONJUNTO DO PROTAML
Na apresentação da versão preliminar do PROTAML, Fonseca ferreira defendeu ainda que no futuro o documento deveria deixar de ser gerido apenas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), à semelhança do que aconteceu com o PROT do Oeste.
“Vai ser proposta uma gestão conjunta e mais flexível, com um núcleo duro onde estarão representadas a CCDR, a Direcção Geral de Ordenamento do Território e a Junta Metropolitana de Lisboa”, afirmou.
A este núcleo duro – explicou –, para cada uma das áreas, juntar-se-iam um representante do Governo e um a nível regional, para que a gestão “fosse feita de forma partilhada e mais concertada e consensual”.
A proposta prevê a manutenção da actual Comissão Consultiva (que tem acompanhado a revisão do PROTAML), transformada em “Comissão de Acompanhamento”, para fazer a avaliação dos trabalhos de forma regular.
por LUSA
[fonte: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395989]